FIELDS OF ROCK 2007
Como eu ja tinha avisado aqui, esse fim de semana eu fui pra um festival de musica chamado Fields of Rock la na Holanda. Infelizmente não encontrei ninguém disposto a encarar essa viagem comigo, então peguei a Clotilde e cai na estrada.
Quinta-feira, 14/06
Apesar do festival so começar no sabado, a distancia me obrigou a partir dois dias antes. Saindo do estagio, a primeira etapa foi pegar um trem da minha cidade até uma cidade chamada Annecy, onde a Aléxia (brasileira q tb veio da UFV) ta fazendo estagio. De la eu deveria pegar um onibus até Geneva, cidade Suiça que fica pertinho dali, onde eu deveria pegar o meu avião. Chegando na estação ferroviaria de Annecy perguntei prum funcionario como ir pro aeroporto no dia seguinte, ele me falou pra eu não me preocupar porque tinha onibus e trem toda hora. Tranquilo, encontrei a Aléxia e fomos pro alojamento dela. No caminho passamos do lado do Lago de Annecy onde tava rolando uma puta Rave a céu aberto! Mas como eu tava com uma mochila pesada nas costas, nem deu pra ficar.
Sexta-Feira, 15/06
Sai do alojamento por volta das 9 horas (meu vôo era às 2 da tarde), tranquilo ja que o cara tinha falado que era facil chegar no aeroporto. Chegando na estação ferroviaria, fui perguntar qual trem tinha que pegar. Quando o cara me mostrou o caminho, eu tinha que trocar de trem OITO VEZES, e ia chegar no aeroporto 5 min antes do vôo sair! Perguntei se tinha como pegar onibus, ele falou que ali perto tinha onibus que saia pra ir pra la. Chegando no guichê perguntei qual era o onibus que ia pro aeroporto, e o cara apontou: é aquele ali... o onibus tava saindo!! E vai eu correndo igual um doido e gritando ARREEEEETEEE (PAAAARA!!!) quando o motorista abriu a porta com os olhos arregalados, eu entrei como se nada tivesse acontecido e segui viagem :D
Chegando em Amsterdã, o Simon, francês que estudou comigo em Nancy que ta fazendo estagio na Holanda tava me esperando. Demos uma passadinha do Hard Rock Café pra comprar umas lembrancinhas e fomos encontrar dois amigos dele, a Silvia (italiana) e o Pablo (espanhol). Ficamos dando umas voltas na cidade, muito bonita por sinal, completamente cortada por canais. Quando nos sentamos pra comer uma comida chinesa percebemos um fato interessante: Na mesa estavam reunidas todas as linguas latinas (portugues, italiano, frances e espanhol) e o ironico é que estavamos nos comunicando em ingles! Mas a parte boa é que quando alguem não sabia falar alguma palavra, falava na sua lingua natal que todo mundo entendia (exemplo: merda, merda, merde e mierda respectivamente :)
Voltando pro albergue, tomo um banho e despenco na cama.
Sabado, 16/06
Traumatizado com o evento do onibus do dia anterior, acordei bem cedo, comi o maximo que consegui no café da manhã (e maloquei algumas coisas pra viagem é claro) e fui pra estação pegar o trem pro festival. Chegando la me deparei com duas figuras loiras gigantes vestidos de preto e cheios de correntes, o Kaii e o Arrï, dois finlandeses mais perdidos que cego em tiroreio. Fui la puxar papo com eles e fomos juntos comprar o bilhete pro trem, e no caminho trocamos uma idéia muito legal. Quando toquei no assunto que estava indo mais pelo Black Sabbath, eles comentam que tinham esbarrado com a banda no dia anterior no aeroporto de Amsterdam, pegaram autografo, tiraram fotos e tudo mais. Quando perguntei que horas era isso, eles falaram que era umas 16:30, EXATAMENTE NA HORA QUE EU CHEGUEI!! Desencontrei com os caras... nem preciso dizer que fiquei chateado!
Chegando na estação de destino (no meio do NADA), fomos pegar o onibus do festival. Foi quando vejo uma figura verde e amarela solitaria, o Gustavo. O maluco despencou do Brasil sozinho soh pra ir no festival!! Beleza, fui la armar a tenda, deixar as minhas coisas e ir pro festival.
Chegando la, o After Forever tava tocando no palco principal (meio fraquinha). Achei estranho pq no programa tava marcado que deveria ser o Machine Head, mas ai ficamos sabendo que o onibus deles quebraram e eles estavam perdidos em algum lugar da Alemanha. Depois entrou o Dublin Death Patrol, projeto da galera do Testament e Exodus. Chamam a atenção pela quantidade de musicos (3 guitarristas, 2 vocalistas, baixista e baterista), gostei bastante do som dos caras.
Nesse meio tempo fomos encontrando varios brasileiros pelo caminho, cada um de um canto do Brasil. Até fluminense tinha!!
Mas foi ai que a coisa começou a ficar séria. Um pano foi levantado no palco principal, estampando três anjos fumando e jogando baralho. Nesse exato momento, o céu azul com um solzão foi rapidamente encoberto por uma nuvem negra que ninguem sabe de onde veio, e a chuva começou a cair. Quando as pessoas se deram conta do que estava acontecendo, varias tiveram a mesma reaçao: se ajoelharam na lama e gritaram BLACK SABBATH!! Sim meus amigos, nessa mesma hora uma legião de 30.000 pessoas que estavam espalhadas pelo festival vieram igual uma manada pra ver a preparação de um dos show mais esperados (pra mim o mais) do fim de semana.
Me posicionei estrategicamente à esquerda do palco, que é onde meu idolo Geezer fica desde 1969. Cada minuto parecia uma eternidade, que terminou quando um certo Terrence Geezer Butler sobe ao palco pra plugar seu baixo. Nesse momento a galera veio abaixo, gritando o nome do grupo. Foi ai que todos estavam aos seus postos: Butler, Iommi, Dio e Appice, carinhosamente apelidados por mim de "os quatro cavaleiros do apocalipse". E esse apelido veio bem a calhar, porque quando eles abriram mandando logo de cara um Die Young, apocalipse é a melhor palavra pra explicar o que se tornou o publico. Não que tenha rolado violencia (alias, beeeem longe disso), mas a galera simplismente ficou louca, tinha gente que pulava, gritava, se abraçava, de 12 a 60 anos de idade. No decorrer do show soh mandaram pedradas, como Sign of the Southern Cross, Children of the Sea, Neon Knights, etc. Baladas passaram longe daqui. E ver quatro senhores chegando aos 60 anos fazerem exatamente o mesmo show a quase 40 anos é impressionante. Destaque pro Dio que não parava quieto um segundo, sempre interagindo com a plateia. Butler e Iommi nunca foram de correr muito, mas cada um no seu canto fazendo o seu serviço, e mostrando que realmente amam aquilo que fazem. Fiquei muito impressionado com o baterista Vinnie Appice, conhecia de nome mas nunca tinha visto ao vivo. Otimo baterista, muito bom mesmo, com muita energia, fez um otimo solo.
Mas como tudo que é bom dura pouco, a 1h30min pra mim foi 20 minutos. No fim, quando a banda tava agradecendo, o Geezer jogou uma chuva de palhetas exatamente onde eu estava. Tentei de qualquer jeito pegar uma, sem sucesso, elas evaporaram em menos de 5 segundos. Depois vi que outro brasileiro que acabou pegando o prêmio.
Depois disso fomos dar uma volta pelo festival, vendo as bandas pouco conhecidas que tavam tocando nos palcos menores. Pra minha surpresa me deparei com uma figura colatinense tocando em uma delas, o Bidin!! :D
O proximo grande show era do Slayer. Chegamos uns 15 minutos antes mas os fãs da banda ja tinham feito uma barreira impenetravel, o que mais tarde percebemos que tinha sido até bom. Quando a banda entrou ja mandando Raining Blood, a galera que tava na grade abriu uma roda gigante, e o pau começou a comer. Mais uma vez percebi que por aqui as coisas são bem diferentes do Brasil, aqui a galera ta ali pra se divertir, sem violencia nem confusao. Quando alguem caia no chao, todo mundo parava pra ajudar ele levantar, ninguem entrava na maldade pra machucar. O Kerry King toca muito!! (eta bixo feio!!)
Terminando o Slayer, o palco principal começou a virar um verdadeiro campo de obras. Varios roadies entraram com amplificadores enormes, panos, canos, plataformas e o diabo a quatro. Estavam preparando terreno pra banda que iria fechar o primeiro dia, o Iron Maiden. Com certeza hoje não é o caso, mas o Iron ja foi a maior banda de metal do mundo, e eles colhem os frutos por isso até hoje. O show deles foi o que mais juntou pessoas, pode-se dizer que 100% das pessoas presentes estavam assistindo. Camisas do Iron eram as mais vistas pra todo canto (empatando com Motorhead, que ganhava em tatuagens). O show foi muito bom, a produção foi muito bem feita, com fundos gigantes que eram trocados a cada musica e plataformas pro Bruce fazer as macaquices dele. Rolou até um tanque de guerra no fundo. O Bruce é um otimo cantor e frontman, fazendo um show a parte. O Steve Harris também não fica atras, correndo muito de um lado pro outro. Mas a grande estrela é o Janick Gers, que nao parou um segundo de fazer macaquices com a guitarra (nem sei se ela tava plugada!!) Nao sou um verdadeiro fã de Iron, mas gosto de muitas musicas, e foi muito legal ouvir algumas das minhas preferidas ao vivo, como The Evil That Man Do e Hallowed Be Thy Name.
Terminado o primeiro dia, hora de voltar pra barraca pra descansar. Problema: a minha referencia era um vizinho com uma barraca azul gigantesca, e o filho da puta nao tava mais por la. Como achar a minha barraca no meio de umas 10 mil, no escuro, frio e cansado? 20 minutos de procura depois finalmente encontro (sorte!!), soh da tempo de tirar a roupa suja e desmaiar.
Domingo, 17/06
Acordando, tomei um banho, comi alguma coisa e fui pro portao de entrada encontrar com os outros brasileiros. Maior confusao pra entrar, ja que soh tinha uns 3 portoezinhos e todo mundo era revistado. Quando finalmente chegamos no palco principal o show do Black Label Society tinha acabado de começar. Muito bom o show, se fosse uma banda brasileira juro que tinha um prato de linguiça e uma garrafa de cachaça no palco. A banda é literalmente um grupo de amigos pinguços que se juntaram pra tocar um rock muito bom, encabeçado pelo Zakk Wylde, que deu um show na guitarra.
Terminando o BLS o pessoal começou a arrumar tudo pro Megadeth. Foi ai que descobri o grande segredo do sucesso da banda todos esses anos, tinha um colatinense nos bastidores (mais um!) Simplismente quem afina a guitarra do Mustaine eh nosso amigo e mestre da virtuose Alvin! O Megadeth é uma banda que infelizmente não conheço muito, por isso fiquei impressionado com a performance do Mustaine, que por acaso é o unico remanescente depois da reformulação quase completa da banda (o que prova que ele é a banda). Ele se mostrou um otimo guitarrista, cantor e frontman, mandou muito bem mesmo.
Foi ai que um cheiro de wiskey começou a tomar conta do ar. Quando abaixaram o fundo da proxima banda, entendi o porque: o Motorhead era o proximo! Esse é outro show que eu tava esperando muito pra ver (apesar de ja ter visto um). Quando o Lemmy entrou com seu classico visual "western" e falou com sua voz caracteristica: "We are Motorhead and we'll play fuckin' rock 'n roll", a galera pirou. O show foi muito intenso (no primeiro minuto ja due pra perceber que a reputaçao deles é verdadeira, eles tocam MUITO mais alto que as outras bandas, dava pra sentir o bumbo da bateria no peito), nao dando tempo nem pra respirar, mandando classicos misturados com musicas do disco novo (muito bom por sinal). Mas foi quando ele começou os primeiros acordes de Ace of Spades que aconteceu uma coisa que eu nunca tinha visto antes. Uma roda de uns 20 metros de diametro se abriu na frente do show, engolindo tudo que estava à sua volta, a maior de todo o festival. Quando o Lemmy viu isso nao conteve o sorriso no rosto. Não perdi tempo, entrei no meio do caos, onde a maioria era composta de caras loiros de mais de dois metros de altura (malditos holandeses). Mas mais uma vez percebi que aqui as pessoas respeitam muito, nao rola violencia nunca. Logo depois o Lemmy apresentou a banda, e se referiu ao baterista Mickey Dee como "the best drummer in the world", fato que ele comprovou logo depois durante o solo de bateria de "Sacrifice". O cara tem muita tecnica e ao mesmo tempo é muito agressivo, sem contar que ele interagia muito com a plateia, sempre agitando o povo.
No fim do show, a mesma coisa se repetiu: O Lemmy jogou uma chuva de palhetas exatamente onde eu tava. Depois do fracasso com o Geezer nem tava com muitas esperanças, mas quando olhei pro chão ali estava uma palheta bem do meu lado! Pisei nela por reflexo, e gritei pro Renato, brasileiro que tava do meu lado: PEGA A PALHETA QUE TA EMBAIXO DO MEU PE!! Nisso dois holandeses (daqueles de dois metros de altura) simplismente se jogaram na lama e abraçaram a minha perna, tentando tirar ela do lugar. Infelizmente fui obrigado a nao retribuir toda a gentileza do povo local, segurei os dois pelo pescoço enquanto o Renato enfiava a mão embaixo do meu pé pra pegar o tão desejado pedaço de plastico, que vou guardar até o ultimo dia da minha vida! O legal é que depois da briga pela palheta todo mundo se abraçou na maior amizade, sem ressentimentos!
Cansado mas feliz da vida, fui ver o show de uma outra banda que eu gosto muito, o Type O Negative. Ela é famosa graças ao Peter Steele, vocalista que parece um frankstein (na aparencia, na altura e na voz). O que mais me impressionou foi quando o guitarrista Kenny Hickey e o tecladista Josh Silver (mais feio que o cão chupando manga) cantaram, muito legais a voz dos dois. No fim do show o gigante simplismente arrancou as cordas do baixo com a mão, como se fosse barbante, e jogou varias garrafas de agua que ele tinha bebido durante o show pra plateia. Por acaso, uma delas caiu exatamente na minha mão! Como não sou mto fã da saliva de cantores de dois metros de altura com voz de difunto, troquei a garrafa com um fã por 2 fichas de cerveja ^^.
Enquanto isso no palco principal tava rolando o show do Velvet Revolver, mais conhecida como a banda do Slash (e do Duff também coitado!). Eles fazem um hard rock bom, mas nada muito memoravel. O cantor, um tal de Scott Weiland (ex-Stone Temple Pilots) é um grande babaca, com sua pose de gostosao jogando gimba de cigarro na plateia e rebolando igual uma bixa (ele queria ser o Mick Jagger ou o David Bowie coitado).
Depois de assistir uns 30 min do show do VR fui pra outro palco porque o Dream Theater estava pra começar. Banda famosa por ter se encontrado na maior escola de musica do mundo, é conhecida por reunir musicos da mais alta qualidade, resultando em uma musica cheia de virtuosidade. E desde o primeiro acorde esse fato é facilmente comprovado, com musicas extremamente complexas, com todos os instrumentos se sobrepondo perfeitamente. Prestei mais atençao no baixista John Myung, que simplismente nao parava de fazer arranjos cada vez mais complexos. Definitivamente, a banda merece completamente a reputação que a precede. Infelizmente, no meio da terceira musica meu cérebro parou devido à carga excessica de tédio, o que me obrigou a deixar o lugar (virtuose é o caraleo, povo chato sô!!).
Hora de voltar ao palco principal, onde o show de encerramento do festival ia logo começar. Pra essa posição escalaram Ozzy, que por acaso foi o responsavel por eu começar a ouvir toda essa musica esquisita, depois de tê-lo visto comer a cabeça do Kenny num episodio de South Park nos primordios de 1999. Acompanhado pelo seu fiel escudeiro Zakk Wylde, que se apresentava pela segunda vez no dia, entrou no palco aclamado por uma multidão de fãs. E foi pros fãs que o show foi feito, ja que alguém que não conhece o Ozzy soh veria em cima do palco um senhor (nem tão velho quanto aparenta, alias, ele aparenta MUITO mais do que a verdadeira idade) com dificuldade até para andar, e cuja voz falha muito, longe daquilo que o fez famoso, quase uma piada. Mas por outro lado, dava pra ver no rosto do cara que se ele parasse de fazer aquilo com certeza ele estaria morto em uma semana, ele tinha muito prazer em fazer o seu trabalho. Alias, essa é a unica explicaçao pra ele continuar na estrada, ja que ele nao tem mais onde enfiar dinheiro. Eu particularmente gostei muito do show (coisa de fã né), gostei de ver o cara mesmo com dificuldades fisicas agitando sem parar, pulando e correndo (ou se rastejando) de um lado pro outro. Sem contar que ele mandou varios classicos, como Mr Crowley, Crazy Train, Suicid Solution e a inesperada War Pigs (não acreditei quando ele começou a cantar essa).
Bem, acabou-se o que era doce, hora de levantar acampamento (literalmente) e ir pra casa.
Segunda e terça-feira
A volta foi uma catastrofe. Primeiro um temporal atrasou o meu vôo de Amsterdam até Geneva, o que me fez perder o ultimo onibus pra Annecy por 5 minutos (eu vi o fdp indo embora). E la estava eu, cheio de peso, sem dinheiro local (franco suiço) e sem lugar pra ficar. No primeiro albergue que eu fui nao tinha vaga, o que me deixou um pouco preocupado. Mas no segundo tinha bastante cama sobrando, e ainda conheci um monte de brasileiro perdido por la, ficamos batendo altos papos até 1H da manhã! Tinha gente que entrou em cada fria...
No outro dia acordei bem cedo e aproveitei que tava ilhado na Suiça pra conhecer a cidade, muito bonita, com um lago lindo e bancos pra todos os lados (posto que vocês não sabiam que eu tinha um banco na Suiça!!) Algumas fotos idiotas de turista depois, comprei uma tonelada de chocolate e continuei minha viagem de volta. Na reta final, o trem pra minha cidade, o danado resolve dar problema e ficar parado 2h30min no meio do nada. Quando cheguei em casa, tomei um banho e simplismente apaguei.
Pois é amigo, se você chegou até aqui, parabéns!! Com certeza esqueci de contar muita coisa, com certeza tem mto erro de portugues no texto, mas o importante é que ta aqui registrado o fim de semana mais louco da minha vida, onde eu realizei um sonho de oito anos.
O unico problema dessa historia toda foi que não tinha nenhum amigo pra dividir o momento, e cada banda me fazia pensar em alguém em especial que eu queria que estivesse ali do meu lado pra cantar junto. Em especial o meu irmao Lele, queria muito que ele estivesse aqui pra ir comigo.
Quem quiser ver todas as fotos (tem foto pra caralho) é soh entrar no album.
Tem varios filmes dos shows disponiveis no youtube.
Quinta-feira, 14/06
Apesar do festival so começar no sabado, a distancia me obrigou a partir dois dias antes. Saindo do estagio, a primeira etapa foi pegar um trem da minha cidade até uma cidade chamada Annecy, onde a Aléxia (brasileira q tb veio da UFV) ta fazendo estagio. De la eu deveria pegar um onibus até Geneva, cidade Suiça que fica pertinho dali, onde eu deveria pegar o meu avião. Chegando na estação ferroviaria de Annecy perguntei prum funcionario como ir pro aeroporto no dia seguinte, ele me falou pra eu não me preocupar porque tinha onibus e trem toda hora. Tranquilo, encontrei a Aléxia e fomos pro alojamento dela. No caminho passamos do lado do Lago de Annecy onde tava rolando uma puta Rave a céu aberto! Mas como eu tava com uma mochila pesada nas costas, nem deu pra ficar.
Sexta-Feira, 15/06
Sai do alojamento por volta das 9 horas (meu vôo era às 2 da tarde), tranquilo ja que o cara tinha falado que era facil chegar no aeroporto. Chegando na estação ferroviaria, fui perguntar qual trem tinha que pegar. Quando o cara me mostrou o caminho, eu tinha que trocar de trem OITO VEZES, e ia chegar no aeroporto 5 min antes do vôo sair! Perguntei se tinha como pegar onibus, ele falou que ali perto tinha onibus que saia pra ir pra la. Chegando no guichê perguntei qual era o onibus que ia pro aeroporto, e o cara apontou: é aquele ali... o onibus tava saindo!! E vai eu correndo igual um doido e gritando ARREEEEETEEE (PAAAARA!!!) quando o motorista abriu a porta com os olhos arregalados, eu entrei como se nada tivesse acontecido e segui viagem :D
Chegando em Amsterdã, o Simon, francês que estudou comigo em Nancy que ta fazendo estagio na Holanda tava me esperando. Demos uma passadinha do Hard Rock Café pra comprar umas lembrancinhas e fomos encontrar dois amigos dele, a Silvia (italiana) e o Pablo (espanhol). Ficamos dando umas voltas na cidade, muito bonita por sinal, completamente cortada por canais. Quando nos sentamos pra comer uma comida chinesa percebemos um fato interessante: Na mesa estavam reunidas todas as linguas latinas (portugues, italiano, frances e espanhol) e o ironico é que estavamos nos comunicando em ingles! Mas a parte boa é que quando alguem não sabia falar alguma palavra, falava na sua lingua natal que todo mundo entendia (exemplo: merda, merda, merde e mierda respectivamente :)
Voltando pro albergue, tomo um banho e despenco na cama.
Sabado, 16/06
Traumatizado com o evento do onibus do dia anterior, acordei bem cedo, comi o maximo que consegui no café da manhã (e maloquei algumas coisas pra viagem é claro) e fui pra estação pegar o trem pro festival. Chegando la me deparei com duas figuras loiras gigantes vestidos de preto e cheios de correntes, o Kaii e o Arrï, dois finlandeses mais perdidos que cego em tiroreio. Fui la puxar papo com eles e fomos juntos comprar o bilhete pro trem, e no caminho trocamos uma idéia muito legal. Quando toquei no assunto que estava indo mais pelo Black Sabbath, eles comentam que tinham esbarrado com a banda no dia anterior no aeroporto de Amsterdam, pegaram autografo, tiraram fotos e tudo mais. Quando perguntei que horas era isso, eles falaram que era umas 16:30, EXATAMENTE NA HORA QUE EU CHEGUEI!! Desencontrei com os caras... nem preciso dizer que fiquei chateado!
Chegando na estação de destino (no meio do NADA), fomos pegar o onibus do festival. Foi quando vejo uma figura verde e amarela solitaria, o Gustavo. O maluco despencou do Brasil sozinho soh pra ir no festival!! Beleza, fui la armar a tenda, deixar as minhas coisas e ir pro festival.
Chegando la, o After Forever tava tocando no palco principal (meio fraquinha). Achei estranho pq no programa tava marcado que deveria ser o Machine Head, mas ai ficamos sabendo que o onibus deles quebraram e eles estavam perdidos em algum lugar da Alemanha. Depois entrou o Dublin Death Patrol, projeto da galera do Testament e Exodus. Chamam a atenção pela quantidade de musicos (3 guitarristas, 2 vocalistas, baixista e baterista), gostei bastante do som dos caras.
Nesse meio tempo fomos encontrando varios brasileiros pelo caminho, cada um de um canto do Brasil. Até fluminense tinha!!
Mas foi ai que a coisa começou a ficar séria. Um pano foi levantado no palco principal, estampando três anjos fumando e jogando baralho. Nesse exato momento, o céu azul com um solzão foi rapidamente encoberto por uma nuvem negra que ninguem sabe de onde veio, e a chuva começou a cair. Quando as pessoas se deram conta do que estava acontecendo, varias tiveram a mesma reaçao: se ajoelharam na lama e gritaram BLACK SABBATH!! Sim meus amigos, nessa mesma hora uma legião de 30.000 pessoas que estavam espalhadas pelo festival vieram igual uma manada pra ver a preparação de um dos show mais esperados (pra mim o mais) do fim de semana.
Me posicionei estrategicamente à esquerda do palco, que é onde meu idolo Geezer fica desde 1969. Cada minuto parecia uma eternidade, que terminou quando um certo Terrence Geezer Butler sobe ao palco pra plugar seu baixo. Nesse momento a galera veio abaixo, gritando o nome do grupo. Foi ai que todos estavam aos seus postos: Butler, Iommi, Dio e Appice, carinhosamente apelidados por mim de "os quatro cavaleiros do apocalipse". E esse apelido veio bem a calhar, porque quando eles abriram mandando logo de cara um Die Young, apocalipse é a melhor palavra pra explicar o que se tornou o publico. Não que tenha rolado violencia (alias, beeeem longe disso), mas a galera simplismente ficou louca, tinha gente que pulava, gritava, se abraçava, de 12 a 60 anos de idade. No decorrer do show soh mandaram pedradas, como Sign of the Southern Cross, Children of the Sea, Neon Knights, etc. Baladas passaram longe daqui. E ver quatro senhores chegando aos 60 anos fazerem exatamente o mesmo show a quase 40 anos é impressionante. Destaque pro Dio que não parava quieto um segundo, sempre interagindo com a plateia. Butler e Iommi nunca foram de correr muito, mas cada um no seu canto fazendo o seu serviço, e mostrando que realmente amam aquilo que fazem. Fiquei muito impressionado com o baterista Vinnie Appice, conhecia de nome mas nunca tinha visto ao vivo. Otimo baterista, muito bom mesmo, com muita energia, fez um otimo solo.
Mas como tudo que é bom dura pouco, a 1h30min pra mim foi 20 minutos. No fim, quando a banda tava agradecendo, o Geezer jogou uma chuva de palhetas exatamente onde eu estava. Tentei de qualquer jeito pegar uma, sem sucesso, elas evaporaram em menos de 5 segundos. Depois vi que outro brasileiro que acabou pegando o prêmio.
Depois disso fomos dar uma volta pelo festival, vendo as bandas pouco conhecidas que tavam tocando nos palcos menores. Pra minha surpresa me deparei com uma figura colatinense tocando em uma delas, o Bidin!! :D
O proximo grande show era do Slayer. Chegamos uns 15 minutos antes mas os fãs da banda ja tinham feito uma barreira impenetravel, o que mais tarde percebemos que tinha sido até bom. Quando a banda entrou ja mandando Raining Blood, a galera que tava na grade abriu uma roda gigante, e o pau começou a comer. Mais uma vez percebi que por aqui as coisas são bem diferentes do Brasil, aqui a galera ta ali pra se divertir, sem violencia nem confusao. Quando alguem caia no chao, todo mundo parava pra ajudar ele levantar, ninguem entrava na maldade pra machucar. O Kerry King toca muito!! (eta bixo feio!!)
Terminando o Slayer, o palco principal começou a virar um verdadeiro campo de obras. Varios roadies entraram com amplificadores enormes, panos, canos, plataformas e o diabo a quatro. Estavam preparando terreno pra banda que iria fechar o primeiro dia, o Iron Maiden. Com certeza hoje não é o caso, mas o Iron ja foi a maior banda de metal do mundo, e eles colhem os frutos por isso até hoje. O show deles foi o que mais juntou pessoas, pode-se dizer que 100% das pessoas presentes estavam assistindo. Camisas do Iron eram as mais vistas pra todo canto (empatando com Motorhead, que ganhava em tatuagens). O show foi muito bom, a produção foi muito bem feita, com fundos gigantes que eram trocados a cada musica e plataformas pro Bruce fazer as macaquices dele. Rolou até um tanque de guerra no fundo. O Bruce é um otimo cantor e frontman, fazendo um show a parte. O Steve Harris também não fica atras, correndo muito de um lado pro outro. Mas a grande estrela é o Janick Gers, que nao parou um segundo de fazer macaquices com a guitarra (nem sei se ela tava plugada!!) Nao sou um verdadeiro fã de Iron, mas gosto de muitas musicas, e foi muito legal ouvir algumas das minhas preferidas ao vivo, como The Evil That Man Do e Hallowed Be Thy Name.
Terminado o primeiro dia, hora de voltar pra barraca pra descansar. Problema: a minha referencia era um vizinho com uma barraca azul gigantesca, e o filho da puta nao tava mais por la. Como achar a minha barraca no meio de umas 10 mil, no escuro, frio e cansado? 20 minutos de procura depois finalmente encontro (sorte!!), soh da tempo de tirar a roupa suja e desmaiar.
Domingo, 17/06
Acordando, tomei um banho, comi alguma coisa e fui pro portao de entrada encontrar com os outros brasileiros. Maior confusao pra entrar, ja que soh tinha uns 3 portoezinhos e todo mundo era revistado. Quando finalmente chegamos no palco principal o show do Black Label Society tinha acabado de começar. Muito bom o show, se fosse uma banda brasileira juro que tinha um prato de linguiça e uma garrafa de cachaça no palco. A banda é literalmente um grupo de amigos pinguços que se juntaram pra tocar um rock muito bom, encabeçado pelo Zakk Wylde, que deu um show na guitarra.
Terminando o BLS o pessoal começou a arrumar tudo pro Megadeth. Foi ai que descobri o grande segredo do sucesso da banda todos esses anos, tinha um colatinense nos bastidores (mais um!) Simplismente quem afina a guitarra do Mustaine eh nosso amigo e mestre da virtuose Alvin! O Megadeth é uma banda que infelizmente não conheço muito, por isso fiquei impressionado com a performance do Mustaine, que por acaso é o unico remanescente depois da reformulação quase completa da banda (o que prova que ele é a banda). Ele se mostrou um otimo guitarrista, cantor e frontman, mandou muito bem mesmo.
Foi ai que um cheiro de wiskey começou a tomar conta do ar. Quando abaixaram o fundo da proxima banda, entendi o porque: o Motorhead era o proximo! Esse é outro show que eu tava esperando muito pra ver (apesar de ja ter visto um). Quando o Lemmy entrou com seu classico visual "western" e falou com sua voz caracteristica: "We are Motorhead and we'll play fuckin' rock 'n roll", a galera pirou. O show foi muito intenso (no primeiro minuto ja due pra perceber que a reputaçao deles é verdadeira, eles tocam MUITO mais alto que as outras bandas, dava pra sentir o bumbo da bateria no peito), nao dando tempo nem pra respirar, mandando classicos misturados com musicas do disco novo (muito bom por sinal). Mas foi quando ele começou os primeiros acordes de Ace of Spades que aconteceu uma coisa que eu nunca tinha visto antes. Uma roda de uns 20 metros de diametro se abriu na frente do show, engolindo tudo que estava à sua volta, a maior de todo o festival. Quando o Lemmy viu isso nao conteve o sorriso no rosto. Não perdi tempo, entrei no meio do caos, onde a maioria era composta de caras loiros de mais de dois metros de altura (malditos holandeses). Mas mais uma vez percebi que aqui as pessoas respeitam muito, nao rola violencia nunca. Logo depois o Lemmy apresentou a banda, e se referiu ao baterista Mickey Dee como "the best drummer in the world", fato que ele comprovou logo depois durante o solo de bateria de "Sacrifice". O cara tem muita tecnica e ao mesmo tempo é muito agressivo, sem contar que ele interagia muito com a plateia, sempre agitando o povo.
No fim do show, a mesma coisa se repetiu: O Lemmy jogou uma chuva de palhetas exatamente onde eu tava. Depois do fracasso com o Geezer nem tava com muitas esperanças, mas quando olhei pro chão ali estava uma palheta bem do meu lado! Pisei nela por reflexo, e gritei pro Renato, brasileiro que tava do meu lado: PEGA A PALHETA QUE TA EMBAIXO DO MEU PE!! Nisso dois holandeses (daqueles de dois metros de altura) simplismente se jogaram na lama e abraçaram a minha perna, tentando tirar ela do lugar. Infelizmente fui obrigado a nao retribuir toda a gentileza do povo local, segurei os dois pelo pescoço enquanto o Renato enfiava a mão embaixo do meu pé pra pegar o tão desejado pedaço de plastico, que vou guardar até o ultimo dia da minha vida! O legal é que depois da briga pela palheta todo mundo se abraçou na maior amizade, sem ressentimentos!
Cansado mas feliz da vida, fui ver o show de uma outra banda que eu gosto muito, o Type O Negative. Ela é famosa graças ao Peter Steele, vocalista que parece um frankstein (na aparencia, na altura e na voz). O que mais me impressionou foi quando o guitarrista Kenny Hickey e o tecladista Josh Silver (mais feio que o cão chupando manga) cantaram, muito legais a voz dos dois. No fim do show o gigante simplismente arrancou as cordas do baixo com a mão, como se fosse barbante, e jogou varias garrafas de agua que ele tinha bebido durante o show pra plateia. Por acaso, uma delas caiu exatamente na minha mão! Como não sou mto fã da saliva de cantores de dois metros de altura com voz de difunto, troquei a garrafa com um fã por 2 fichas de cerveja ^^.
Enquanto isso no palco principal tava rolando o show do Velvet Revolver, mais conhecida como a banda do Slash (e do Duff também coitado!). Eles fazem um hard rock bom, mas nada muito memoravel. O cantor, um tal de Scott Weiland (ex-Stone Temple Pilots) é um grande babaca, com sua pose de gostosao jogando gimba de cigarro na plateia e rebolando igual uma bixa (ele queria ser o Mick Jagger ou o David Bowie coitado).
Depois de assistir uns 30 min do show do VR fui pra outro palco porque o Dream Theater estava pra começar. Banda famosa por ter se encontrado na maior escola de musica do mundo, é conhecida por reunir musicos da mais alta qualidade, resultando em uma musica cheia de virtuosidade. E desde o primeiro acorde esse fato é facilmente comprovado, com musicas extremamente complexas, com todos os instrumentos se sobrepondo perfeitamente. Prestei mais atençao no baixista John Myung, que simplismente nao parava de fazer arranjos cada vez mais complexos. Definitivamente, a banda merece completamente a reputação que a precede. Infelizmente, no meio da terceira musica meu cérebro parou devido à carga excessica de tédio, o que me obrigou a deixar o lugar (virtuose é o caraleo, povo chato sô!!).
Hora de voltar ao palco principal, onde o show de encerramento do festival ia logo começar. Pra essa posição escalaram Ozzy, que por acaso foi o responsavel por eu começar a ouvir toda essa musica esquisita, depois de tê-lo visto comer a cabeça do Kenny num episodio de South Park nos primordios de 1999. Acompanhado pelo seu fiel escudeiro Zakk Wylde, que se apresentava pela segunda vez no dia, entrou no palco aclamado por uma multidão de fãs. E foi pros fãs que o show foi feito, ja que alguém que não conhece o Ozzy soh veria em cima do palco um senhor (nem tão velho quanto aparenta, alias, ele aparenta MUITO mais do que a verdadeira idade) com dificuldade até para andar, e cuja voz falha muito, longe daquilo que o fez famoso, quase uma piada. Mas por outro lado, dava pra ver no rosto do cara que se ele parasse de fazer aquilo com certeza ele estaria morto em uma semana, ele tinha muito prazer em fazer o seu trabalho. Alias, essa é a unica explicaçao pra ele continuar na estrada, ja que ele nao tem mais onde enfiar dinheiro. Eu particularmente gostei muito do show (coisa de fã né), gostei de ver o cara mesmo com dificuldades fisicas agitando sem parar, pulando e correndo (ou se rastejando) de um lado pro outro. Sem contar que ele mandou varios classicos, como Mr Crowley, Crazy Train, Suicid Solution e a inesperada War Pigs (não acreditei quando ele começou a cantar essa).
Bem, acabou-se o que era doce, hora de levantar acampamento (literalmente) e ir pra casa.
Segunda e terça-feira
A volta foi uma catastrofe. Primeiro um temporal atrasou o meu vôo de Amsterdam até Geneva, o que me fez perder o ultimo onibus pra Annecy por 5 minutos (eu vi o fdp indo embora). E la estava eu, cheio de peso, sem dinheiro local (franco suiço) e sem lugar pra ficar. No primeiro albergue que eu fui nao tinha vaga, o que me deixou um pouco preocupado. Mas no segundo tinha bastante cama sobrando, e ainda conheci um monte de brasileiro perdido por la, ficamos batendo altos papos até 1H da manhã! Tinha gente que entrou em cada fria...
No outro dia acordei bem cedo e aproveitei que tava ilhado na Suiça pra conhecer a cidade, muito bonita, com um lago lindo e bancos pra todos os lados (posto que vocês não sabiam que eu tinha um banco na Suiça!!) Algumas fotos idiotas de turista depois, comprei uma tonelada de chocolate e continuei minha viagem de volta. Na reta final, o trem pra minha cidade, o danado resolve dar problema e ficar parado 2h30min no meio do nada. Quando cheguei em casa, tomei um banho e simplismente apaguei.
Pois é amigo, se você chegou até aqui, parabéns!! Com certeza esqueci de contar muita coisa, com certeza tem mto erro de portugues no texto, mas o importante é que ta aqui registrado o fim de semana mais louco da minha vida, onde eu realizei um sonho de oito anos.
O unico problema dessa historia toda foi que não tinha nenhum amigo pra dividir o momento, e cada banda me fazia pensar em alguém em especial que eu queria que estivesse ali do meu lado pra cantar junto. Em especial o meu irmao Lele, queria muito que ele estivesse aqui pra ir comigo.
Quem quiser ver todas as fotos (tem foto pra caralho) é soh entrar no album.
Tem varios filmes dos shows disponiveis no youtube.

22 Comments:
Fica feio eu dizer que CHOREI ao ler o texto?
Poderia dizer: caralho, voce fez tudo o que eu gostaria de fazer...
mas vou dizer outra coisa: "você me fez chorar"
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BonaTTo, at 2:48 PM
eita!! inveja rulez!!
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bonna, generval v., at 3:02 PM
parabens pequeno gafanhoto, estou orgulhoso :D
que legal esse LAGO em GENEVA.. bem LEGAL MESMO :D .. mas ele nao tem nenhuma RELEVANCIA ne?
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Robson Calefi, at 3:09 PM
hauhua... o textinho longo.. kct... você deve ter demorado mais um final de semana para escrever e linkar isso tudo. Tá com muito tempo livre mesmo heim? HAUHA...
Deve ter sido show, e tenha certeza que se você gostaria muito que seus amigos estivessem aí com você, tenha certeza de que eles também gostariam de estar... mas não fica alegrinho, não é por sua causa, mas sim por causa das bandas mesmo. :P
Sacanagem.
;p
Abraços. :)
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Anonymous, at 3:16 PM
comentario anterior foi meu. :P
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Anonymous, at 3:16 PM
eu li tudinho e pela forma como foi tao bem escrito seu tour, a sensação que eu tive é que fui eu que peguei a palheta do Black Sabbath, uhauhuhauhuhauhauhahu.
ae, mandou bem no show! uauhauahuhuahua, e o fluminense doidao perdido lá foi mto comédia!!!
agora confesso q o show do megadeth, black, ozzy e do motor foram os supra-sumos do!!! CAPETA
qria estar em ksa agora, com ctza estaria ouvindo Black Sabbath >D
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Alcure, at 3:16 PM
O comentario anterior foi meu :)
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Anonymous, at 3:16 PM
O comentario anterior foi meu. :P
(to apanhando do teclado... um monte de vezes. :P)
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Anonymous, at 3:18 PM
porra... o comentario anterior foi meu!!!! (já estou me sentindo o HOMER)
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Anonymous, at 3:19 PM
muitoo impolgante sua trajetoria aí! deve ter sido foda mesmo... fico pensando, qndo eu tiver uma oportunidade dessa, acho q o ozzy nem existira mais neh =/ tadinho
=****
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Anonymous, at 3:21 PM
Cansei de ler na terceira frase, amanhã vou imprimir pra ler!
Só deu pra perceber que foi tipo uma micareta né?
Mto axé o dia todo, umas bandas legais, um pessoal animado pulando...
Massa, também gosto de micaretas, ainda mais as de Piuma, você sabe como é bom né?
Abração cabelo!
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Unknown, at 4:44 PM
Só mais um comentário..
O banco não é seu ô idiota, é daquele senador baiano que foi caçado... O Antônio Carlos Magalhães!
=P
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Unknown, at 5:10 PM
só de ver as fotos do Black Sabbath, eu arrepiei, imaginando q vc estava a uns 5 metros deles!
até os apuros foram legais, rende muitas historias.
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Anonymous, at 6:34 PM
e o show do NEUROSIS?! caralho, desgraçado!
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Anonymous, at 7:14 AM
esse mustaine, sempre me dando trabalho ... tsc tsc tsc ...
aauhauahuahuahuahua!!! bixo INVEJA!!!!
caraio!!
caliman, seu idiota! d'oh!
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Alvim, at 7:35 AM
comentário 8
Caliman 1
:P
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BonaTTo, at 8:19 PM
Como eu sou um Joey Pus..., faltou o romeno que é também uma lingua latina!
Entao, "como so um idiota nao saberia disso" (in memoriam) merda em romeno é MERDA!
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Anonymous, at 2:44 AM
eu sei q faltou o romeno biscoito, mas como a romenia é tipo o ACRE em escala mundial, resolvi nao entrar em detalhes!
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André Malk, at 2:53 AM
puta merda....q sonho!!!
(invejaaaa..)
bjo
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Anonymous, at 5:23 AM
Malk, meu quirido, quanto tempo!
ducaralho o relato!
o parágrafo do Dream Theater é o melhor, uahuahauhauha...
um abraço, meu véio!
até!
PS: John Lennon is dead... AGAIN!
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Anonymous, at 6:38 AM
oh, hell! esse rockiller é quem eu estou pensando???
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Anonymous, at 5:27 PM
MUITO FODA!
num entendi umas coisas, hehehehe. pergunto ao vivo :D
:*
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nati, at 8:27 PM
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